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Hibridização em sala de aula

Estratégias de ensino-aprendizagem

Esta estratégia de ensino tem como objetivo aplicar o tema hibridização em sala de aula, a partir da construção de orbitais e elétrons pelos alunos.
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Neste artigo, o docente em Química terá acesso a uma estratégia de ensino para o trabalho com a hibridização (fusão ou união de orbitais atômicos incompletos) em sala de aula, tendo como principal objetivo a facilitação do aprendizado dos alunos em relação a esse assunto.

Existem vários aspectos da Química que são abstratos, já que a impossibilidade de visualização do evento dificulta o entendimento por parte das pessoas, e com o tema hibridização não é diferente.

A hibridização é um assunto trabalhado no ensino médio e, muitas vezes, pode não receber a atenção que merece, ou não ser utilizada a metodologia ideal para sua aprendizagem. Pensando nisso, este texto traz uma proposta para mudar um pouco a forma como a hibridização é trabalhada em sala de aula.

Vale ressaltar que todo e qualquer docente pode modificar e adaptar a proposta de acordo com a sua realidade, criatividade e disponibilidade de materiais. Acompanhe nossa proposta a seguir.

Materiais

  • Cartolina;

  • Fita crepe;

  • Tesoura;

  • Régua;

  • Canetas;

  • Balões de mesma cor;

  • Balões de cores diferentes.

Procedimentos operatórios

a) Trabalhar a teoria

Antes de mais nada, é interessante que o docente trabalhe o conteúdo de hibridização, dando ênfase em como ocorre a dinâmica do fenômeno, além de mencionar os principais elementos relacionados a ele:

b) Construção dos orbitais com a cartolina

Os orbitais (região onde há maior probabilidade de encontrar um elétron) devem ser construídos utilizando a cartolina e a tesoura (cortando em formato de quadrados), respeitando a quantidade em cada um dos subníveis:

  • s = 2

  • p = 6

  • d = 10

  • f = 14

Exemplo de modelo para a construção de orbitais

Exemplo de modelo para a construção de orbitais

c) Confecção dos elétrons

Os elétrons devem ser confeccionados com a cartolina, com o formato de setas.

Representação de um elétron
Representação de um elétron

Observação1: Deve ser ressaltado que um orbital comporta apenas dois elétrons.

Disposição dos elétrons em um orbital do tipo s
Disposição dos elétrons em um orbital do tipo s

Observação2: Nos outros subníveis, primeiro coloca-se um elétron em cada orbital, para logo em seguida receber o segundo elétron, de acordo com a regra de Hund.

d) Confecção dos orbitais hibridizados

A sugestão é que os orbitais hibridizados sejam confeccionados com os balões, respeitando o padrão de cada tipo de hibridização:

- Hibridização sp:

Representação dos orbitais hibridizados sp
Representação dos orbitais hibridizados sp

- Hibridização sp2:

Representação dos orbitais hibridizados sp2
Representação dos orbitais hibridizados sp2

- Hibridização sp3:

Representação dos orbitais hibridizados sp3
Representação dos orbitais hibridizados sp3

Discussão

Por fim, é interessante que o docente repasse com os alunos a teoria da hibridização, utilizando os trabalhos que foram confeccionados. Essa discussão pode ser feita:

  • Em grupo: cada grupo expõe um tipo de hibridização;

  • Com a turma: o docente pede aleatoriamente para os alunos exporem suas ideias e trabalhos;

  • Exposição do trabalho desenvolvido para outras turmas.

 

Por Me.Diogo Lopes Dias

Representação genérica dos orbitais dos subníveis s (esfera) e p (hélice)
Representação genérica dos orbitais dos subníveis s (esfera) e p (hélice)
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