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Projeto: “o nosso papel em relação ao papel”

Estratégias de ensino-aprendizagem

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Para a reciclagem industrial, o papel não pode estar amassado.

Atualmente temos visto o apelo à reciclagem, em discursos, projetos e ideias, digamos, ambientalmente corretas. Apesar de existirem outras alternativas a se avaliar antes da reciclagem propriamente dita – como a redução do consumo e reaproveitamento de materiais, até considerando que este processo gasta energia e água consideráveis, e nem todo material é infinitamente reciclável – criar ações neste sentido, principalmente se relacionar o fator ambiental com o social, são de grande valia no que diz respeito à sensibilização dos alunos e da escola como um todo.

Considerado o que foi exposto no parágrafo anterior, o fato de que um número considerável de escolas descarta quantidades enormes de papel, e o de que muitas instituições e famílias possuem assinatura de jornais e/ou revistas, sendo a maioria descartado em lixo comum, proponho a execução do projeto “O nosso papel em relação ao papel”, que poderá ser desenvolvido em seis passos:

Passo um: escolha uma série para que seja trabalhada com os alunos a questão do lixo: sua destinação, os problemas causados por ele, o que são materiais descartáveis, o problema do lixo orgânico, dentre outros. Tais estudantes serão os agentes multiplicadores do projeto. Sugiro a leitura dos textos “Três erres e mais alguns” , “Reciclagem de metais”, “Quanto lixo! “, “Degradação de materiais no meio ambiente”, “A educação ambiental e a reciclagem do lixo” e “Discussão sobre o lixo e poluição ”.

Passo dois: visitando os departamentos da escola, façam uma média do quanto de papel é descartado por mês. Faça o mesmo cálculo para as salas de aula, fechando um valor médio do consumo da escola. Analise com os estudantes qual e quanto desse material poderia ser dispensável, reaproveitado ou reciclado, levantando soluções para este fator.

Passo três: façam cartazes com mensagens que estimulem a redução do consumo de papel. Por exemplo, um que possa ser colocado próximo às impressoras e computadores escrito “imprima somente o necessário”, outro nos cestos de lixo escrito “já usou o outro lado da folha?”, e outros de acordo com a demanda e criatividade do grupo. Para não ficar incoerente, façam tais materiais usando o verso de folhas ou cartolinas já utilizadas.

Passo quatro: façam uma campanha focada para o não desperdício de papel. Pode ser feita uma oficina de montagem de bloquinhos de anotação, como uma forma de reaproveitar o lado em branco de folhas de provas, relatórios, dentre outros.

Passo cinco: quanto ao papel sem condições de ser reaproveitado, destinar espaços na escola para que tal material seja recolhido e, posteriormente, encaminhado a cooperativas ou iniciativas nas quais utilizam o papel para reciclagem como fonte de renda. Pode ser interessante, caso seja da demanda da escola, que este valor seja revertido para projetos da escola. Os pais também podem colaborar, encaminhando o papel separado em casa.

Passo seis: com caixas de papelão, que podem ser cedidas por supermercados ou mercearias da região, crie fissuras semelhantes às que mostram a figura e atravesse barbante por entre elas, cobrindo o fundo com folhas de jornal. Tais caixas devem ser distribuídas pelo colégio, principalmente nos locais onde há maior descarte de papel; e toda a escola deve ser orientada a depositar este material ali.

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Quando estiverem cheias, basta amarrar o barbante: o papel já estará devidamente empacotado para ser encaminhado para a reciclagem!

Este projeto poderá ser adotado pela escola, formando cidadãos mais sensibilizados e eco-socialmente responsáveis. Para o futuro, outras ações, como a construção de minhocários para reciclagem do lixo orgânico, podem ser executadas.

Dica: fotografe todas as etapas e, se possível, criem um blog ou convide o jornal local para conhecer o projeto: boas iniciativas ecológicas devem ser divulgadas, a fim de encorajar outros grupos a seguirem o exemplo!


IMPORTANTE:

O papel a ser reciclado não pode estar molhado, úmido ou sujo por matéria orgânica; nem amassado. Guardanapos, lenços, papel higiênico, toalhas de papel, papel celofane, papel carbono e sacolas de papel plastificadas não são recicláveis.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

Biologia - Estratégias de Ensino - Educador - Brasil Escola

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