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Sugestão de aula sobre pares ordenados

Estratégias de ensino-aprendizagem

Por meio da realização de uma atividade prática, esta sugestão de aula sobre os pares ordenados visa contribuir para o aprendizado do plano cartesiano.
Exemplos de pares ordenados e suas localizações no plano cartesiano
Exemplos de pares ordenados e suas localizações no plano cartesiano
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Esta sugestão de aula é voltada para alunos do 9º ano do ensino fundamental. O objetivo é ajudá-los, de uma maneira divertida, a compreender como as localizações devem ser marcadas no plano cartesiano. Para o desenvolvimento desta sugestão, são necessárias duas aulas de 50 minutos. Além disso, também é preciso usar a quadra esportiva da escola, ou algum lugar que possua bastante espaço.

Os materiais necessários para o desenvolvimento dessa atividade são: duas trenas de 20 a 30 metros de barbante, esquadros e transferidores.

Talvez seja necessário discutir com seus alunos, antes da realização dessa atividade, os conceitos que envolvem a reta numérica dos números reais, pois seus alunos construirão planos cartesianos, que dependem do conhecimento dessas retas.

Primeira aula

Na primeira aula, leve os alunos ao local escolhido para a atividade. Caso seja a quadra de esportes da escola, leve também giz e dê um prazo de 10 a 15 minutos para que, usando giz, os alunos transformem essa quadra em um plano cartesiano, em que a unidade de medida será o metro. Acreditamos que é um bom exercício permitir que os alunos se organizem. Caso isso não ocorra naturalmente, eleja um líder entre eles para organizar a construção.

É preferível que esse plano cartesiano tenha como origem o centro da quadra, para que coordenadas negativas também possam ser usadas.

Construído o plano cartesiano, separe os alunos em dois grupos. Peça a alunos do primeiro grupo para colocarem objetos em alguns pontos específicos do plano cartesiano. Por exemplo: peça ao aluno A que coloque sobre o ponto (3, – 2) um barco de papel, que ele mesmo pode fazer naquele momento. É crucial que o professor observe os alunos nessa parte da atividade e instrua-os caso não consigam encontrar sozinhos a localização do ponto. Entretanto, o professor não deve dizer onde o ponto está, mas, sim, dar ferramentas para que ele o encontre sozinho.

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Em seguida, o primeiro grupo de alunos retira-se do plano cartesiano e passa a observar. O segundo grupo entra em ação para determinar os pontos onde os objetos que foram deixados possam ser encontrados. O professor pode pedir para que, um por um, os alunos do segundo grupo escolham um objeto, declarem sua localização e peguem-no. Assim, será possível organizar o andamento da aula e verificar se as localizações dadas pelos alunos do segundo grupo estão corretas.

Segunda aula

Em sala de aula, leve folhas quadriculadas aos seus alunos. Peça que eles enumerem as “colunas” com as letras do alfabeto e as linhas com números a partir de 1.

Essa folha será usada para a brincadeira de batalha naval. Para tanto, os alunos devem estar em grupos de dois, escolher localizações para colocar seus “navios” e tentar “abater” os navios do jogador adversário.

Sugerimos que, nessa brincadeira, os alunos escrevam as localizações dadas pelo seu adversário em sua própria folha. Isso poderá ser usado para avaliação da atividade.

Ao final da aula, enuncie o plano cartesiano e mostre a seus alunos a maneira formal de encontrar pontos marcados nele.

Avaliação da atividade

A avaliação da atividade pode ser feita por meio da observação da participação e do comprometimento na primeira aula e pelas folhas da batalha naval que foram recolhidas pelo professor na segunda aula. Porém, o professor pode ficar livre para adotar seus critérios avaliativos usuais.


Por Luiz Paulo Moreira
Graduado em Matemática

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